Conheça Guamaré

O ano era 1962 e o dia 7 de maio. Nesta data Guamaré, distante 176 quilômetros da capital do Rio Grande do Norte, Natal, deixava de ser um distrito do vizinho município de Macau e se transformava em uma das mais novas cidades potiguares, passando a partir dai a se tornar uma das protagonistas da economia estadual. Para Câmara Cascudo o topônimo Guamaré é conhecido desde princípios do século XVII. O nome Guamaré – da junção dos dois vocábulos “água maré” – se justifica em razão de sua localização às margens dos rios Miassaba e Aratuá.

O povoamento do atual município teve origem em 1783, quando da vinda para estas terra de João Francisco dos Santos, que chegou no estuário de Guamaré após uma viagem marítima vinda de Portugal. Ao chegar construiu uma capela para devoção de Nossa Senhora da Conceição pelo fato de ter sobrevivido à tempestades durante o trajeto no mar. Em 1837 a futura cidade tornar-se a Vila Imperial de Guamaré, se tornando cidade através da Lei 2.744, aprovada em 1 de maio de 1962, tendo sido sancionada pelo então governado do Estado do RN, Aluízio Alves, no dia 7 de maio daquele ano.

Nomeado em 10 de dezembro de 1962, João Batista do Carmo entrou para história como o primeiro administrador da recém criada cidade de Guamaré, ficando no cargo até 30 de janeiro de 1964, quando tomou posse o primeiro prefeito eleito pelo voto na cidade, Luiz Virgílio de Brito. Lógico que naquela época, início dos anos 60 do século XX, Guamaré era uma localidade pacata e ainda vivia na sua economia como uma tradicional vila de pescadores, que traziam o pescado a partir dos arredores dos rios Miassaba e Aratuá, que cortam o município.

Belezas naturais

Mas o destino predestinava aos guamareenses um futuro promissor, chegando em 2016 com 14.633 habitantes (estimativa populacional IBGE 2015). Isso por conta do presente da natureza, que dotou a cidade de belezas naturais sem igual, verdadeiros cartões postais com praias belíssimas como a do Minhoto, Tabaia, o Canto do Amaro (que será transformado no Complexo Turístico do Canto do Amaro), Ilha do Presídio, as dunas de Mangue Seco, os manguezais, os leitos dos rios Miassaba, Aratuá e Pisa Sal, além do riacho Camurupim, as lagoas Doces, Salgada, Cajarana, Miaçaba, Seca e Baixo. Quem vem à cidade encontra 12 quilômetros de litoral em meios a junção dos ecossistemas mar, mangue, dunas e até caatinga. Tudo isso possui um vasto potencial para o desenvolvimento do turismo local.

Economia

Aliado a tudo isso, a descoberta de petróleo na cidade em 1975 pela Petrobras impulsionou a economia local. A produção feita no Polo Industrial de Guamaré, através da Refinaria Potiguar Clara Camarão, que refina o óleo e o gás produzido pela Plataforma Continental do RN e boa parte do que é produzido em terra,com capacidade para processar 30 mil barris de petróleo por dia.

Apesar dos tempos modernos e a cidade já tendo deixado de ser uma vila de pescadores tradicional, a pesca ainda se faz presente na cidade com uma produção ativa de peixes das mais variadas espécies, além de camarões, mariscos, siris, caranguejos. Só em 2014, segundo dados divulgados pela Petrobras, foram produzidas 230,1 toneladas de pescados em Guamaré, gerando R$ 1,358 milhão em comercialização. Entre as cinco principais espécies mais retiradas do mar estão a tainha, em primeiro lugar com 59,4 toneladas pescadas, seguido do caranguejo com 24,4, caíco (peixe) 21,9, agulha 14,6 e guaiuba com 9,2 toneladas.

A cidade possui uma agricultura basicamente de subsistência e uma pequena atividade pecuária em expressividade, porém destacando-se a criação de ovinos e caprinos e ainda carcinicultura, com a produção de camarão em cativeiro.

A energia eólica, através do parque eólico Alegria I e II, quando totalmente concluído deverá chegar a uma capacidade instalada de 151,9MW, se tornando o maior do gênero no Brasil e instalado em 1.900 hectares na praia do Minhoto e já mudou a paisagem local de sol e mar, com a exuberância de centenas de gigantes aerogeradores, cada um pesando 300 toneladas e 108 metros de altura e ainda três pás de fibra de vidro medindo 42 metros cada e que geram a energia eólica. Tem ainda a produção de sal nas salinas remanescentes, além de um comércio local formado por supermercados, mercearias, feiras livres, farmácias, postos de gasolina, lanchonetes, sorveterias, pausadas e restaurantes.

Cultura

Além de todo seu potencial natural e econômico, a cidade de Guamaré oferece a seus visitantes e habitantes diversas festas populares que compõem um vasto calendário cultural, destacando-se a emancipação política (7 de maio), da vaquejada (mês de agosto), Festa dos Navegantes, da Padroeira Nossa Senhora da Conceição (8 de dezembro), do Verão Vivo (no mês de janeiro), o carnaval, a Paixão de Cristo (Semana Santa) e as festas Juninas, motivos a mais e suficientes para visitar esta bela cidade Guamaré.

Assista O VT com o resumo da Administração